Desabafo...

Mesmo quando falo só não estou louco.

Nem mesmo se acho que ouço vozes.

Nem quando vejo Deus num ombro e o Diabo no outro, puxando-me, a seu bel-prazer, as orelhas, para que tome partido.

Sentado, numa qualquer encruzilhada, cabe-me decidir o caminho por onde vou seguir.

Ás vezes, corre mais um coxo, seguindo um caminho, do que um corredor, fora dele.

Solidão! Que medonha palavra!

Solidão no meio dos outros.

Solidão, perdido no meio de mim.

Passo ao Desabafo! Tenho tanto para dizer!

Alguém há-de escutar e entender!